sexta-feira, 23 de julho de 2010

Podre amor



Trazia na boca
o sabor a arsénico
nas veias o sangue
que circulava era quente
como o de um ser
queimado vivo
tinham-lhe atirado
tanta terra a boca
que já se sentia
mais morta que viva
a vida corria
e escorria-lhe
entre os dedos

e depois?

amor amor
podre amor

2 comentários:

Nilson Barcelli disse...

O arsénico mata...
Mas depois de tanta dor, as coisas só podem melhorar. Nem que sejam necessários cuidados de enfermagem...
Um poema muito triste. Mas muito bom. Gostei.
Querida amiga, bom fim de semana.
Beijos.

ci disse...

beijo Nilson...