terça-feira, 15 de junho de 2010

No que me tornei...


Os pensamentos
não se apagam no tempo
mas o seu sentido
já não traz a mesma certeza
dou por mim perdida
magoada
ferida
assustada
Mudei?
talvez sim
mas quem não muda?
já não me identifico com aquilo que era
mas da mesma forma não me identifico
com aquilo que me tornei
sentia magia no que escrevia
agora tudo se apagou
a vontade já não é a mesma
a força não é a mesma
no que me tornei?
não sei
talvez um dia tenha a resposta
por agora a vida consome-me
como álcool
que arde até a última gota

http://viverdeamorci.blogspot.com/

3 comentários:

Nilson Barcelli disse...

Querida amiga. Como tu estás...
Essa alegria de viver tem que voltar ao teu sorriso.
Gostei do poema, embora triste.
Beijos.

Virgínia do Carmo disse...

Todos nós conhecemos o fundo da tristeza... o importante é que saibamos vir à tona de nós próprios, para podermos voltar a respirar!

Beijinho

ci disse...

dificilmente isso acontece quando temos alguém que nos empurra para o fundo, com a força de um pé a empurrar a nossa cabeça para o fundo...o peso do ódio e do desamor...

beijo da ci