Num sentir de sentidos contidos num ferver de corpos e almas enlaçadas fusionadas descobriam encobriam uma sede um desejo de um beijo gravado entranhado no nu de dois corpos tatuado,gravado num pergaminho de pele de seda beberam de um elixir de amor ardente a sede ficou sede de ter de se queimarem de amor
Caminhava por ruas incertas a confusão turvava-lhe a mente deturpava-lhe os sentidos afiava-lhe o gosto de amargo desgosto de corpo cansado desgastado como as letras de uma música esquecida abriu e fechou os olhos vezes sem conta mas pouco viu uma imagem gasta espelhava bem a sua frente de corpo nu alma perdida sorriso retido
um dia talvez um dia a vida sem sentido voltasse a ter um gosto sentido