De que serve voltar a sonhar,
Se depressa os medos voltam...
De que serve acreditar,
Que desta vez vai ser diferente,
Se os meus medos apenas me cegam,
E dizem que vai ser tudo igual...
De que serve sonhar com a lua e as estrelas,
Se elas deixaram de brilhar no meu céu...
De que serve viver dos sonhos,
De ser feliz e compreendida por alguém,
Se eu própria não sou capaz de me compreender...
De que serve procurar segurança,
Se o que me oferecem,
Nunca me parece suficiente...
De que serve acreditar em ti,
Se te tenho perto dos meus olhos,
Mas não perto de mim por completo...
De que serve me apaixonar,
Se o medo de que seja apenas por um momento,
Me fazem ficar a defensiva...
De que serve?
Não sei...
Mas por muito que me questione,
Quero acreditar para seguir caminho,
E que me ajudes a me livrar dos meus medos...