sexta-feira, 10 de junho de 2016

{Des}amar{te}

A noite vai longa
Os suspiros que se soltam
Confundem-se com o vento
Que teima
Em afirmar presença
Sinais de um verão esquecido

Na escuridão
Nada se esconde
Tudo se teme
A solidão treme
entre os {meus}dentes

As palavras alinham-se
Nos {meus} lábios
A boca grita seca
Profundamente ferida

Suspiro{te}

Nada faz sentido
Tempo perdido
Amor ferido
Ego tremido

As promessas fingidas
Que levam tempo
{tempo maldito}
São falsas, injustas
Mas entranham-se no corpo
Sem hora de partirem
Sabes?

É tarde demais.

Cidália Oliveira

Texto & Photografia







2 comentários:

Jaime Portela disse...

A solidão é aborrecida.
E promessas fingidas ainda mais.
Mas tudo se pode resolver...
Em qualquer caso, enquanto persistirem os sintomas (mas não é doença...) o melhor mesmo é seres boa companhia de ti própria.
E gostei do poema, é magnífico.
Ci, minha querida amiga, tem um bom resto de semana.
Beijo.

Cidália Oliveira disse...

Sempre com palavras tão bonitas 😊 beijinho