Perder-se-ia vezes sem conta nos seus sonhos de amor amor estranho amor por "algo"
Segui-lo-ia até aos confins do mundo navegaria por mares nunca navegados ao sabor do doce de uma pele de seda
Toque nunca sentido mas tão esperado que se confunde com o real
Irreal perder num amor esquecido uma sede de ter sem nunca o ter bebido
Perdida assim num amor sem fim pelas coisas pelo mundo num amanhecer de palavras soltas ao vento que a perde num sonho de nuvens e luzes abrindo novos caminhos
Páginas escritas a tinta de lágrima salgada foram uma a uma dando forma a um livro de desassossego palavras que surgiram de um abstracto torpedo de emoções confuso mas transparente amava sem amor odiava com amor até que a fonte secou e as folhas se rasgaram em formas disformes nada do que foi escrito sobreviveu mas tudo o que sentiu ficou marcada em cada ruga de um corpo cansado
Desistiu não por fraqueza mas por desilusão triste ilusão numa realidade seca e estagnada
O livro fechou-se e desta história nunca se saberá o fim porque foi apenas sentida sem sentido