domingo, 21 de dezembro de 2008

Ser...

Sei ser apenas o que não sou...
Talvez seja o que não sei ser...
Sou assim...
O que não sou...
Uma linha de memoria...
Perdida...
Confusa...
Esquecida...
Uma memoria que vai e vem...
Que se usa com o tempo....
Fecham-se os sonhos...
Fecham-se os olhos...
Fecha-se o mundo...
Fecho-me entre quatro paredes...
A espera que a vida me use...
A espera de me esgotar em lágrimas...
A espera que me afogar em pensamentos...
Sou o que nunca fui...
O que não sei ser...
Não sou...
Nunca fui...
Não vou ser...
Não sou...
Sou o que não sou...
Pó...
Cinza de sonhos...
Amargura...
Acidez...
Sou o que sou...
Por não saber ser...

10 comentários:

Gothicum disse...

"Pó és e pó voltarás a ser não foram palavras ditas à alma."
(Henry Longfellow)

O teu corpo poderá ser qualquer coisa, mas a tua alma é enorme. Tristemente belo o poema.

Amaral disse...

Na verdade, o Natal terá de ser todos os dias!
Que todos os dias do novo ano sejam, então, natais de doce sabor, momentos desdobrados de amor colectivo, que nos faça ser aquilo que desejarmos em cada momento da vida...
Natal feliz para ti e para tudo à tua volta!

Helder disse...

gostei da maneira como escreves...identifico-me com as palavras que dizes..
Passa aqui

www.palvrsoltas.blogspot.com

Cidchen disse...

Um NATAL cheio de sorrisos e gargalhadas! :-)

Beijinhos

Nilson Barcelli disse...

Gostei muito deste teu poema.
Mas estás tristinha na foto...
Beijinhos.

ci disse...

Gothicum- bom ano...

beijo da ci

ci disse...

Amaral-bom ano cheio da amor..

beijo da ci

ci disse...

Helder- bem vindo...bom ano...

beijo da ci

ci disse...

cidchen- bom ano...

beijo da ci

ci disse...

Nilson- Apenas pensativa...

beijo da ci