sábado, 15 de maio de 2010

As barreiras do infinito



Acordou de manhã
com a sensação de que a noite
teria sido demasiado curta
dor no corpo
dor na alma
simplesmente dor fria a crua
entranhada em cada articulação
em cada célula epidérmica
sentiu-se entre duas barreiras
que a imobilizaram
apenas lhe permitindo respirar
e nada mais
Seria esta a verdadeira razão de viver?
sem sorrisos?
sem olhares?
sem carinhos?
Acordar de madrugada
com o vazio das paredes
e as vozes da radio
que lhe lembravam
que o dia começava assim
pensava que amanhã seria diferente
mas não passaram
de um correr de dias
em que as barreiras do infinito
pouco lhe ofereceram
e tudo lhe tiraram

3 comentários:

Nilson Barcelli disse...

O poema é belíssimo.
Mas tu ainda estás mais bonita nesta foto. Gostei muito.
Querida amiga, um beijo.

Nilson Barcelli disse...

O poema é belíssimo.
Mas tu ainda estás mais bonita nesta foto. Gostei muito.
Querida amiga, um beijo.

ci disse...

fui bela um dia quando me senti verdadeiramente amada...agora ficaram os restos de juras de amor perdidas...

beijo