A arte de sonhar
de olhos abertos fora-lhe
sempre comum
Já em pequena flor que desabrochava
na inocência da infância
a vida lhe parecia
uma árvore cheia de cores
foi crescendo criando raízes
por onde passou
colheu sementes de amor e desamores
semeou outras tantas
nos vastos campos do mundo
Navegou por ondas
que sonhara em criança
Imaginado um mundo perfeito
na palma da sua mão
o seu mundo
Sorria porque era feliz
a sua inocência
permitia-lhe pensar
que a brincar
se iria construir o seu mundo
e o dos que a rodeavam
Hoje a inocência persiste e resiste
ou não seria a mesma mulher-menina
fiel aos mesmos sonhos de sempre
poderia perder tudo
o que foi colhendo ao longo dos tempos
mas a capacidade de sonhar de olhos abertos
essa é só dela
porque por muito que amemos
ninguém é capaz de ver o mundo
com os nossos olhos