segunda-feira, 15 de junho de 2009

Vazia de mim

Mais uma noite vazia...
Aperta-me o coração,
Falta-me o ar...
Não sei como libertar esta angústia,
Que se apodera de mim.
Dos meus dias...
Estou presa na teia das palavras sem sentido,
Porque tudo em mim,
Perdeu o seu sentido...
O sofrimento entranha-se,
Nos meus pensamentos,
A tristeza liberta-se numa cascada de lágrimas,
Vindo dos meus olhos...
A saudade corta-me o corpo lentamente,
Sentindo cada corte, cada centímetro,
Mais profundo e mais doloroso...
Falta-me a voz,
A coragem para ver o dia de amanhã...
Hoje os pesadelos assombram os meus dias,
Sem tempo nem hora de acabarem,
E a cada momento revelam,
O ser insignificante que sou,
E que sempre fui aos olhos de todos e de ninguém...
Da noite vim,
Para a escuridão volto...
Vazia de mim...

2 comentários:

Alisson da Hora disse...

Lindo poema... E tu mesma (desculpe-me a indiscrição) és linda...

convido-te a visitar o meu blog:

http://www.pontispopuli.blogspot.com

abraço

Marlene disse...

O poema demostra o teu lado pessimista tipico do caranguejo, mas esta foto esta linda! Parece uma quadro...Excelente captação. Parabéns ao fotografo/a